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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Desenvolvimento integral começa pelo currículo, diz especialista australiano - Porvir.org - por Tatiana Klix

Para garantir que o sistema educacional proporcione o desenvolvimento integral de estudantes brasileiros, considerando todas as suas dimensões – intelectual, emocional, cultural, física e social – é necessário que o currículo nacional preveja, de forma clara e objetiva, quais capacidades os alunos devem aprender. Essa é a opinião de Phil Lambert, gerente geral da Acara (Australian Curriculum Assessment and Reporting Authority) – entidade australiana responsável pelo desenvolvimento e implantação do currículo nacional daquele país.

Para Lambert, que teve um papel importante na construção do documento que prevê o que os estudantes australianos devem aprender e estuda outros currículos pelo mundo, o texto preliminar da Base Nacional Comum Curricular (BNC) brasileira, que está disponível para consulta pública na internet até o dia 15 de março, ainda não contempla integralmente essa visão. Em visita ao Brasil na semana passada para reuniões com especialistas e representantes instituições de educação ligados ao Movimento pela Base Nacional Comum, ele avaliou que falta coerência entre o texto introdutório da proposta curricular brasileira e os objetivos de aprendizagem constantes em cada área de conhecimento propostos pelo Ministério da Educação. Embora tenha encontrado no preâmbulo da BNC uma expectativa de aprendizagem contemporânea, que prevê formar jovens capazes, tanto intelectualmente como em termos de capacidades socioemocionais, comportamentos e atitudes, ele não enxergou mais adiante como essas capacidades que levam ao desenvolvimento integral vão se concretizar.

“Nos textos das áreas de conhecimento há muitos objetivos de aprendizagem que apenas levam os alunos a repetir e decorar conteúdos, em vez de fazê-los agir ativamente em relação aos conhecimentos para resolver problemas, desenvolver a criatividade e refletir”, afirmou.

Para ler na íntegra, acesse: http://porvir.org

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Currículo nacional comum é criticado por pouca divulgação e participação social - Por: De olho nos Planos - www.ebc.com.br

" No último dia 13 de setembro, o Ministério da Educação (MEC) divulgou uma primeira proposta de base curricular para todas as instituições de educação básica do país. Ao ser elaborada, a chamada Base Nacional Comum Curricular deve estabelecer os conhecimentos essenciais para o desenvolvimento dos estudantes brasileiros da Educação Básica, além de orientar a formulação do Projeto Político-Pedagógico das escolas.

Apesar de aprofundar discussões levantadas nas diretrizes e nos parâmetros curriculares nacionais, a proposta recebeu críticas de entidades científicas, sindicais e organizações da sociedade civil tanto no que se refere ao seu conteúdo, quanto à forma como está sendo construída.

Para o integrante da câmara de educação básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), José Fernandes Lima, o principal desafio na elaboração da Base é envolver toda a comunidade escolar. “O documento pode ser bom, mas não promove a negociação com as escolas, as redes de ensino e os municípios. O MEC já disponibilizou um texto preliminar na internet, mas é preciso promover debates presenciais e fazer um chamamento público para discutir a Base”, defende o conselheiro.

No mesmo sentido, o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Aléssio Lima, aponta que o segredo para a elaboração de um bom parâmetro comum à educação básica reside na maior participação da sociedade: “é preciso dar ciência à população sobre a Base por meio de uma grande campanha publicitária na mídia, nas televisões, convidando a população para espaços de discussão”.

De acordo com o Secretário de Educação Básica, do Ministério da Educação (SEB / MEC), Manuel Palacios, o debate a respeito da Base vem sendo coordenado pelas Secretarias Estaduais de Educação e pelas representações estaduais da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). “A estes responsáveis se agregou uma equipe de suporte e, com o apoio de instâncias de educação pública no território, eles estão mobilizando e organizando o debate com seus professores e suas unidades de ensino”, apontou o secretário.

Manuel Palacios afirmou, também, que o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) prevê que as escolas das redes estaduais reservem um dia ainda em 2015 para debater o documento apresentado pelo MEC. “Há uma estrutura montada em cada estado e que deve terminar em seminários que validem uma proposta final. A Base antes de qualquer coisa deve ser um acordo entre entes federados e há um histórico de organização curricular anterior que foi conduzido especialmente pelos estados e alguns municípios que já tem propostas curriculares próprias”, explicou.

Aléssio Lima, que é também Dirigente Municipal de Educação de Tabuleiro do Norte (CE), reforça que as contribuições para a melhoria do documento devem ocorrer para além do ambiente virtual. “É imprescindível criar momentos presenciais em âmbito municipal ou regional, e que esses momentos não fiquem restritos somente aos educadores, mas que tenham o envolvimento direto da sociedade através de suas organizações, movimentos e instituições”, complementou."

Leia na íntegra em: www.ebc.com.br

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Portal de discussão da Base Nacional Comum Curricular (BNC) - MEC

O Ministério da Educação apresentou hoje o anteprojeto da Base Nacional Comum Curricular (BNC) da Educação, embrião de um documento que define o que os estudantes têm direito de aprender na educação básica, que terá força de lei. O texto já está disponível para consulta pública e sugestões no portal http://basenacionalcomum.mec.gov.br/.

Para fazer propostas individualmente, basta preencher um cadastro simples, com dados como nome, CPF, cidade e Estado. Para representantes de redes de ensino e organizações da sociedade civil, além dos dados das instituições é necessário indicar um responsável formal pelas sugestões apresentadas.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Educadores defendem menos conteúdo e mais qualidade no ensino básico - Por Akemi Nitahara - Agência Brasil

"Educadores debateram hoje (15), no Rio, em sessão especial do Fórum Nacional do Instituto de Altos Estudos, a qualidade do ensino básico aplicado nas escolas do país. O tema foi abordado no painel “Transformar a educação, para que a educação transforme o Brasil”, dentro da sessão especial do Fórum Nacional do Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), que vai até amanhã na cidade.

Diminuir a quantidade de conteúdo obrigatório para o ensino fundamental e médio e garantir que todos os alunos adquiram as habilidades básicas foi uma das sugestões feitas por professores como um dos meios para melhorar a educação no Brasil.

O painel contou com a participação do ministro da Educação, Renato Janine, e do senador Cristovam Buarque, ex-ministro da pasta, e de outros educadores. Para o professor Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), o principal gargalo na educação está no ensino médio, um modelo criado há 70 anos e voltado para o ingresso na faculdade.

“Se conseguirmos destravar o ensino médio e abrir um pouco para experimentos, para iniciativas, conseguiremos avançar. É muito importante acabar com esse enciclopedismo, que não leva a nada, 15, 16 matérias que o aluno tem que passar correndo, e nunca chega a aplicar. Nós temos que permitir que os alunos optem e passem por diferentes áreas de formação e aprofundamento”. Ele destacou a importância do ensino técnico e profissional como uma opção de ensino médio, e não um complemento, como ocorre hoje.

O ex-secretário de Estado de Educação do Rio de Janeiro Wilton Risolia afirmou que o ensino médio não atende as necessidades nem de quem cursa, nem do país. “Nosso ensino médio é uma commoditie às avessas. Não tem fundamento nenhum nem base teórica exigir que o menino que quer ser médico, e o que quer ser jornalista, façam rigorosamente o mesmo ensino médio. Ou que o percurso formativo de quem quer ser músico e quem quer ser engenheiro seja a mesma escola”, afirmou.

O ministro Renato Janine destacou que houve muitos avanços no ensino técnico e que o Brasil ficou em primeiro lugar no WorldSkills Competition, realizado em agosto, em São Paulo. Ele lembrou que o ministério vai lançar amanhã (16) as bases comuns nacionais dos componentes curriculares, que devem contemplar cerca de 60% do que será ensinado nas escolas. O restante deve ser preenchido por conteúdos regionais, como prevê o Plano Nacional de Educação, aprovado no ano passado.

“Penso que, neste momento, a grande contribuição da base comum é sairmos de discussões genéricas para entrarmos na discussão de conteúdo: no que deve ser ensinado. E de competência: o que os alunos devem aprender. A educação é uma área no Brasil que demanda muita discussão, sobretudo sobre métodos pedagógicos, aprendizagem, e foco no aluno, nas boas práticas. Temos grandes avanços nisso, mas creio que podemos ir muito longe”.

Para o senador Cristovam Buarque, é necessário uma reforma total no sistema educacional brasileiro, partindo da federalização do ensino para que a qualidade chegue a todas as cidades. “Um núcleo comum federal com a escola municipal não vai acontecer. As pessoas esquecem a pobreza das cidades. Tem cidades no Brasil cuja receita anual da prefeitura não chega a cem reais por pessoa. Como é que vai dar uma boa escola, como é que vai pagar o professor, como é que vai exigir um professor de qualidade, se eles são escolhidos na própria cidade, não vem de fora? Os funcionários do Banco do Brasil não são escolhidos na própria cidade, vem de fora. Os juízes vem de fora, os delegados vem de fora. A professora é da cidade”.

Para o senador, a reforma curricular deve incluir o horário integral e a escolha de disciplinas pelo próprio aluno. “O aluno quer aprender violão, tem que ter espaço para ele como disciplina violão, tem que ir atrás do gosto do aluno. Agora, tem que ter um núcleo central, todos têm que ter: história do Brasil, geografia, noções de matemática, português, como falar bem. Mas a partir daí, química, deixa para alguns, não precisa todos saberem química. Então, não diminui o número de disciplinas, diminui o número de disciplinas obrigatórias e aumenta as que o aluno escolhe”.

Segundo Cristovam outros pontos que vão contribuir para melhorar a qualidade do ensino são formação e seleção do professor e dedicação exclusiva. “Professor qualificado e dedicado na sala de aula, professor que dá aula em três escolas não dá bem em nenhuma, tem que ser dedicado”. Ele acrescenta também avaliação do professor e capacitação para o uso das tecnologias. “A criança não aguenta uma aula no quadro negro mais, é uma violência para uma criança que nasceu vendo televisão, computador, internet, celular”."

Por Akemi Nitahara - Repórter da Agência Brasil 
Edição: Maria Claudia 

Extraído de: http://www.ebc.com.br

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Ensino técnico ainda enfrenta preconceito - Por Álvaro Campos - Estadão.com.br

"Especialistas defendem maior proximidade entre escolas técnicas e mercado de trabalho e maior flexibilidade nos currículos.

A educação profissional no Brasil cresceu significativamente nos últimos anos graças, em parte, ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC), que, mais do que oferecer bolsas, estruturou a área. Mesmo assim, ainda é preciso vencer um velho preconceito arraigado na sociedade de que esse tipo de formação seria inferior ao ensino superior clássico das universidades. 

Especialistas reunidos no evento Fóruns Estadão Brasil Competitivo Educação para o Trabalho, realizado com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na terça-feira, citaram a necessidade de maior aproximação entre escolas técnicas e mercado de trabalho e de maior flexibilidade dos currículos, já que o rápido avanço tecnológico altera as competências exigidas dos profissionais. 

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação , Marcelo Feres, lembrou que o ensino técnico no Brasil tem quase 100 anos de história, tendo começado no início do século 20 com os liceus profissionalizantes. Em 2014, foram 1,79 milhão de matrículas nesse tipo de curso, um crescimento de 23,6% ante o ano anterior, sendo 52% na rede pública. 

Segundo ele, a meta 11 do Plano Nacional de Educação, que prevê triplicar o ensino profissional até 2024, é ousada, mas reflete um desejo da sociedade, que passou a dar mais valor a esse tipo de formação. “O alcance dessa meta depende de esforços conjuntos do governo, setor produtivo e sociedade”, comentou. Para Feres, isso não pode ser feito de forma muito acelerada, caso contrário não seria sustentável. “Temos de equilibrar o crescimento de matrículas com a qualidade dos cursos. Esse é o caminho que estamos priorizando.” 

Articulação. 
Feres lembrou que um dos desafios é implementar um sistema nacional de avaliação da educação profissional, já que o que existe atualmente são análises concentradas em instituições e cursos. O secretário defendeu também uma maior articulação entre instituições de ensino e o setor produtivo. “É preciso romper com a cultura academicista essa dualidade do processo de formação entre fazer e pensar.” 

Já o diretor geral do Senai, Rafael Lucchesi, afirmou que a qualidade da educação no Brasil está mais perto da África do que dos países desenvolvidos. Ele apontou que só recentemente o País atingiu um tempo médio de escolaridade de 7,5 anos, o que significa 100 anos de atraso em relação aos países desenvolvidos, que registraram esse mesmo número no início do século passado. 

O especialista comentou ainda que, enquanto na Áustria 76% dos jovens fazem um curso profissionalizante concomitantemente com o ensino tradicional, no Japão são 70% e, na Alemanha, 50%. Já no Brasil, esse índice está em torno de 8,5%. “Mais de 80% dos jovens no Brasil não vão para as universidades. É razoável não instrumentalizar essa juventude para o mercado de trabalho? Isso causa impacto na geração de riqueza da sociedade brasileira, na produtividade do trabalho.” 

É preciso remover os preconceitos em relação à educação profissional, segundo Lucchesi, e isso pode ser um contraponto à grande participação das ciências humanas no ensino superior do Brasil. Segundo ele, de cada 100 graduados nas universidades brasileiras, só cinco são engenheiros, um dos menores níveis do mundo. 

A diretora global de Educação do Banco Mundial, Claudia Costin, tem uma visão semelhante sobre o ensino técnico no Brasil. Para ela, é preciso repensar o sistema. “A demanda mundial está migrando para competências não rotineiras. O processo de automatização é enorme, a robotização vai fazer com que muitas profissões desapareçam. Se o jovem não tiver capacidade de se reprogramar, as coisas vão se complicar.” 

Claudia apresentou uma visão um pouco mais otimista que os outros palestrantes. Segundo ela, a taxa de conclusão do ensino básico nos últimos 15 anos teve grandes avanços e, mesmo em termos de qualidade, as coisas melhoraram. A especialista citou o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, conhecido pela sigla Pisa, que mostra que o Brasil foi o País que mais avançou em matemática de 2003 a 2012, apesar de ainda ter pontuação baixa. 

“O Brasil está imerso numa crise, mas precisamos ver além. Às vezes, pensamos muito na conjuntura e esquecemos que o País está construindo coisas para o futuro”, comentou, citando como exemplo de caso de sucesso a feira WorldSkills, realizada no mês passado, na qual o Brasil foi o maior medalhista. 

Lucchesi apontou que um dos argumentos para vencer o preconceito com o ensino técnico e atrair mais jovens pode ser via salários. Segundo pesquisas, o pagamento inicial médio de um profissional técnico é de R$ 2 mil, chegando a R$ 6 mil em dez anos. “Isso já é competitivo com o ensino superior, e o jovem começa a vida profissional antes”, apontou. É uma forma também de contemplar a classe C, onde muitos adolescentes não têm condições de fazer cursos de engenharia, por exemplo, que exigem uma dedicação exclusiva. 

Gestão. 
Questionado sobre o Orçamento de 2016, apresentado pelo governo com um déficit de R$ 30,5 bilhões, o secretário do MEC afirmou: “É falso dizer que não haverá impacto, mas isso não paralisa os esforços que vêm sendo desenvolvidos. A oportunidade que se abre neste momento é de criatividade”.

Lucchesi apontou que o Brasil investe quase 6,6% do Produto PIB em educação, mais do que alguns países desenvolvidos e dentro da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. “Temos uma enorme deficiência de qualidade na educação, mas o avanço precisa ir além da questão alocativa.”"

Extraído de: http://economia.estadao.com.bro arraigado na sociedade de que esse tipo de formação seria inferior ao ensino superior clássico das universidades.
Especialistas reunidos no evento Fóruns Estadão Brasil Competitivo Educação
para o Trabalho, realizado com o apoio da
Confederação Nacional da Indústria (CNI), na terçafeira,
citaram a necessidade de maior aproximação entre escolas técnicas e
mercado de trabalho e de maior flexibilidade dos currículos, já que o rápido avanço tecnológico altera as compe
profissionais.
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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Pesquisa mostra que Estados têm currículo, mas não ouvem alunos - por Paulo Saldaña - Estadão.com.br

"Levantamento foi realizado pela fundação Carlos Chagas; atéo ano que vem, MEC disutrá documento nacional único.

São Paulo - Praticamente todas as redes estaduais do País não ouviram seu principal público interessado, os alunos, para produzir seus documentos curriculares para esta etapa - apontada como um dos gargalos educacionais do País. Essa foi uma das conclusões apontadas em uma pesquisa realizada pela Fundação Carlos Chagas, a pedidoda Fundação Victor Civita, e divulgada na semana passada.

O estudo analisou 23 documentos curriculares e, dentre eles, dez de forma mais detalhada, com entrevistas com os servidores. Formação integral dos jovens, currículo integrado e interdisciplinariedade e contextualização aparecem em todos os documentos. Mas com um problema: praticamente não se apresentam estratégias e caminhos de como efetivar isso.

Não existe a tentativa de integrar as disciplinas e áreas", diz a coordenadora do estudo, Gisela Tartuce. "A gente sabe que temos essa necessidade de se aproximar dos jovens, mas nos documentos só aparece a intenção", explica.

Também há pouco uniformidade entre os documentos, até nas terminologias usadas. A pesquisa foi divulgada no momento em que o Ministério da Educação (MEC) trabalha na elaboração da base Nacional Comum, documento em que vão constar os conteúdos que devem ser ensinados.;

Gisela ressalta que as experiências já produzidas pelos Estados devem ser aproveitadas. Para Ricardo Henriques, do Instituto Unibanco, a base terá uma função importante de estabelecer de forma clara esses conteúdos por séries."É incontornável construir de forma consistente a Base e, depois, tornar viável a implementação, quando teremos grandes desafios", diz."

Texto extraído de: http://educacao.estadao.com.br/

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

“O currículo está na rua e devemos investigá-lo” - Pesquisador espanhol Jaume Martínez Bonafé defende nova leitura das ruas para que cidadãos valorizem cidades - Porvir.org

"A rua é uma aula, uma lousa, um lugar onde se escreve. Não é apenas parte do caminho percorrido até o museu, o centro cultural ou a escola. A rua também ensina e precisamos aprender a ler as mensagens que ela emite. Essa é a provocação feita pelo pesquisador Jaume Martínez Bonafé aos educadores brasileiros durante sua passagem por Belo Horizonte (MG). O espanhol, docente na Universidade de Valência, defende que é preciso superar a concepção de uma escola articulada com seu entorno e adotar a cidade toda como currículo."

Leia na ìntegra em: http://porvir.org

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Em busca de um novo modelo - Carta Escola - Por Cinthia Rodrigues e Thais Paiva

"Desde a primeira edição do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em 2005, o Ensino Médio obteve o pior resultado entre as etapas de ensino avaliadas. Na última década, enquanto o Ensino Fundamental melhorava, ainda que a passos lentos, a última etapa da educação básica estacionou: subiu um décimo a cada biênio e nada na última edição do Ideb, divulgada em setembro. O resultado repetiu os índices de 2011, 3,7 pontos, e ficou abaixo da meta projetada de 3,9. A superação da evasão também estagnou: metade dos que começam não concluem o Ensino Médio.
 
Os dados parecem ter levado especialistas, gestores e educadores a concordar em relação à necessidade de mudança. “É uma fase historicamente sem identidade. Acabou moldada para preparar o processo seletivo para o Ensino Superior, quando na verdade apenas um em cada cinco farão faculdade”, resume a secretária Estadual de Mato Grosso, Rosa Neide Sandes de Almeida, cujo Ideb caiu de 3,1 para 2,7 no Ensino Médio.
 
Se é consenso a reestruturação, falta um acordo quanto à estratégia para realizá-la. Pesquisadores e professores afirmam ser preciso ter educadores em número suficiente e, depois, qualificados para ensinar. Os responsáveis pelos sistemas de ensino e políticas públicas reconhecem a carência, mas também propõem flexibilidade no currículo, agrupamento das disciplinas por áreas, aumento do tempo na escola e ênfase em temas que conduzam ao mercado de trabalho."


quarta-feira, 16 de julho de 2014

2o. Encontro do Grupo de Leitura do NECEPT

No dia 16 de julho de 2014, ocorreu o segundo encontro do Grupo de Leitura do Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológica (NECEPT). Dando continuidade a discussões, a equipe iniciou apresentando algumas informações que respondem questões levantadas no primeiro encontro relacionadas a missão da instituição. Foi apresentada também uma síntese do mapeamento do processo de elaboração e atualização de currículo e o foco de pesquisa e estudos do NECEPT: as ferramentas que operacionalizam a elaboração e atualização dos currículos.

Na segunda etapa do encontro, com base no mapeamento da fase de iniciação, foi proposta uma discussão para validar as informações necessárias para iniciar a elaboração ou atualização de currículos das Habilitações Técnicas de Nível Médio. Para balizar as discussões em torno dos documentos referenciais, foram selecionadas três bibliografias:

DEFFUNE, Deisi; DEPRESBITERIS, Léa. Habilidades, uma questãode competência? In: _____. Competências, habilidades e currículos de educaçãoprofissional – crônicas e reflexões. São Paulo : Senac São Paulo, 2000. Pg. 45-67.

LOPES, Alice Casimiro; MACEDO, Elizabeth. Identidade ediferença. In: _____. Teorias de Currículo. São Paulo : Cortez, 2001. Pg.206-232.

RAMOS, Marise Nogueira. Conceitos para a construção de uma concepção de educação profissional comprometida com a formação humana. In:_____. Políticas e diretrizes para a educação profissional no Brasil. Curitiba: Instituto Federal do Paraná, 2011. Pg. 21-39.


Participaram do encontro, 12 profissionais que atuam na Unidade do Ensino Técnico e Médio (CETEC), entre eles, representantes do Grupo de Formulação e Análises Curriculares (GFAC) e do Departamento de Capacitação Técnica, Pedagógica e de Gestão (DCTPG). 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Palestra do NECEPT na ETEC da Vila Formosa


No dia 14 de julho, a convite do diretor da Escola Técnica da Vila Formosa, professor Marcelo Broti, o Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológica (NECEPT), representado pelo professor Michel Will, palestrou a respeito do processo metodológico de elaboração e atualização de currículos das Habilitações Técnicas de Nível Médio adotado pelo Grupo de Formulação e Análises Curriculares (GFAC). Na palestra foi apresentada uma concepção geral do currículo da Educação Profissional e Tecnológica, um panorama do processo metodológico utilizado no GFAC, e, ao final, houve um bate papo para esclarecer as dúvidas dos presentes. Participaram docentes, coordenadores, totalizando cerca de 40 profissionais que atuam na Unidade de Ensino.

terça-feira, 22 de abril de 2014

ANP - Elaboração de currículos da educação profissional: um desenho metodológico -

A Atividade Não Presencial (ANP) deve ser realizada até 22 de maio de 2014. 

Para realizá-la recomenda-se a leitura atenta da apresentação digital da professora Esther Bonetti e do texto da professora Marise Nogueira RamosPosteriormente a leitura das referências, deve-se partir para resolução e preenchimento do formulário on-line, que pode ser acessado clicando aquiReserve um tempo exclusivo para a leitura das referências e no mínimo 01 hora para o preenchimento do formulário on-line. 

Qualquer dúvida pode ser reportada por e-mail – michelwill@gmail.com – ou pode ser solucionada com um contato através do telefone (11) 3324-3934. Não deixe de solucionar suas dúvidas. Oportunamente será informada a data que os certificados estarão disponíveis no site http://www.cpscetec.com.br/ceteccap.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Elaboração de currículos da EPT: um desenho metodológico - palestra da pedagoga Esther Bonetti



Na última quarta-feira, 16 de abril de 2014, o Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológica (NECEPT), promoveu a palestra “Elaboração de currículos da Educação Profissional: um desenho metodológico”, com a pedagoga e consultora de Educação Profissional, Esther Bonetti. A palestra contou com a participação de 120 profissionais que atuam no Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza (CEETEPS), entre eles, docentes que atuam na elaboração de currículos, profissionais que atuam nos departamentos da Unidade do Ensino Técnico e Médio (CETEC), diretores de unidades, coordenadores pedagógicos e coordenadores de área.


A equipe do NECEPT iniciou o encontro apresentando uma síntese do trabalho de pesquisa que vem sendo realizado no Grupo de Formulação e Análises Curriculares (GFAC), e em seguida, a professora Esther Bonetti, apresentou um panorama geral sobre o processo metodológico de elaboração de currículos utilizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), onde atuou por muitos anos como responsável pelo departamento de currículo. A palestra faz parte de um conjunto de encontros do NECEPT que tem a intenção de apresentar temas e promover debates relacionados à elaboração de currículos da Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Para fazer o donwload da apresentação digital, clique aqui.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Atitude melhora nota em português e matemática - por Fernanda Kalena e Tatiana Klix - Porvir.org

Curiosidade, persistência, responsabilidade e espírito colaborativo são características cada vez mais valorizadas e muito se fala em ensiná-las para desenvolver competências para o século 21. Graças a um estudo realizado pelo Instituto Ayrton Senna, agora se sabe que elas também melhoram o desempenho dos alunos em português e matemática. Segundo a pesquisa divulgada nesta terça-feira (25), o desenvolvimento dessas características ao longo da vida escolar impacta diretamente no aprendizado dessas disciplinas...

Leia na íntegra em: http://porvir.org/

terça-feira, 1 de abril de 2014

Cooperação entre SENAI_SP e CEETEPS

Na última terça-feira, 01 de abril de 2014, a equipe do Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológica (NECEPT), reuniu-se com o coordenador da Unidade de Ensino Técnico e Médio (CETEC) do Centro Estadual de Educação Profissional e Tecnológica Paula Souza (CEETEPS), professor Almério Melquíades, e com o auditor educacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (SENAI-SP), professor José Carlos Manzano. A intenção da conversa foi estabelecer formas e estratégias para aproximar as instituições visando uma cooperação e uma troca de experiências relacionadas com a elaboração de currículos da educação profissional. Atualmente estas duas instituições detém o maior número de vagas oferecidas nesta modalidade de ensino no Estado de São Paulo.  
Na foto, o professor José Carlos Manzano (SENAI-SP) e a professora Carolina Marielli (NECEPT).

segunda-feira, 31 de março de 2014

Palestra - Elaboração de Currículos da Educação Profissional e Tecnológica: um desenho metodológico - Professora Esther Bonetti

O Grupo de Formulação e Análises Curriculares (GFAC), através do Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológico (NECEPT), informa que estão abertas as inscrições para a palestra: “Elaboração de Currículos da Educação Profissional e Tecnológica: um desenho metodológico” da pedagoga e consultora de Educação Profissional, professora Esther Bonetti. A palestra faz parte de um conjunto de encontros do NECEPT que tem a intenção de apresentar temas e promover debates relacionados à elaboração de currículos da Educação Profissional e Tecnológica (EPT).

Data da palestra: 16 de abril de 2014 das 9h30 às 12h30.
Público-alvo: a palestra é preferencialmente direcionada para os especialistas que atuam nas equipes que elaboram currículos no GFAC, entretanto, a palestra é aberta para docentes, coordenadores de área, coordenadores pedagógicos que atuam nas Escolas Técnicas do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza.
Carga-horária: 08 horas (03 horas presenciais / 05 horas a distância).
Vagas: 100 vagas.
Inscrições: de 02 a 11 de abril de 2014, através do site de Capacitações do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza - http://www.cpscetec.com.br/ceteccap .
Local: Centro de Capacitação – Rua General Couto Magalhães, 145 – Santa Ifigênia – CEP 01212-030 – São Paulo – SP.
Informações: (11) 3324-3934 ou labcurriculo.cetec@centropaulasouza.sp.gov.br.

quinta-feira, 27 de março de 2014

1o. Encontro do Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológica em 2014


Na última quarta- feira, 26 de março de 2014, das 9h30 às 12h30, ocorreu o primeiro encontro do Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológica em 2014. O encontro aconteceu no Centro de Capacitações do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza e contou com a participação dos coordenadores de projetos que atuam no Grupo de Formulações e Análises Curriculares. O objetivo deste encontro foi levantar as percepções da equipe a respeito de currículo, assim como dificuldades e acertos na elaboração e reelaboração de currículos das habilitações técnicas oferecidos pela instituição. As informações resultantes deste encontro constituem um material importante para a definição das linhas de pesquisa do Núcleo de Estudos de Currículo da Educação Profissional e Tecnológica em 2014. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Faculdade vai apostar em currículo por competência - por Vinicius Bopprê - Porvir.org

"Não é de hoje que se fala sobre um descompasso entre as demandas do mercado e a universidade. A crítica dos empregadores, entre outras coisas, está no fato de que as instituições oferecem conhecimento, mas não fazem com que os jovens desenvolvam as competências necessárias para atuarem na área, em contextos reais e na resolução de problemas complexos. Pensando nisso, o Centro Universitário da FEI vai fazer, a partir deste semestre, uma mudança pedagógica no curso de administração, começando pelo conceito de grade curricular, que será derrubado para dar lugar a pedagogia das competências. “Essa pedagogia parte de um referencial chamado formação por competência, que vem de um movimento, o do ensino baseado em competência, que nada mais é do que montar o currículo pensando naquilo que precisa ser desenvolvido, não mais com as disciplinas enjauladas em caixinhas”, explica Hong Y Ching, chefe do departamento do curso de administração da universidade."

Acesse na íntegra em: http://porvir.org

Glossary of Curriculum Terminology - Internacional Bereau of Educación - UNESCO

Clique aqui para acessar o Glossário de Terminologias de Currículo.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Você sabe o que quer dizer "currículo"?

Falta uma linguagem comum quando discutimos currículo. Não existe uma definição única”, afirma Paula Louzano, professora da Faculdade de Educação da USP, para quem a falta de clareza sobre ao usar o termo currículo ou seus derivados acaba provocando debates inócuos. A especialista fez uma análise sobre políticas curriculares em várias partes do mundo e, ao comparar as realidades de diferentes países, percebeu que mesmo internacionalmente há uma diversidade grande no linguajar utilizado. “Entre os termos usados estão currículo, padrões curriculares, parâmetros curriculares, metas, programas”, disse ela..."


Acesse na íntegra em: http://porvir.org